
O câncer de colo uterino é uma dos tumores mais comuns entre as mulheres em todo o mundo.
Praticamente 100% dos cânceres de colo uterino são causados pela infecção por HPV (papilomavírus humano).
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil essa doença representa 4º câncer mais comum nas mulheres. Embora seja uma doença grave, ele é altamente prevenível e a detecção precoce é a chave para o sucesso do tratamento e a cura.
Causas do câncer de colo uterino

A causa do câncer de colo uterino é a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), um vírus que é sexualmente transmissível.
Existem vários subtipos de HPV e os que representam maior risco para câncer são os tipos 16 e 18.
Grande parte das mulheres será infectada pelo vírus durante a vida. Porém a maior parte das infecções desaparece e apenas a uma pequena parte desenvolve lesões que podem evoluir para câncer.
As lesões pré-malignas causadas pelo HPV são denominadas como Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC), que são classificadas em NIC I, NIC II e NIC III.
A boa notícia é que com o avanço dos métodos de prevenção e diagnóstico o câncer de colo de útero pode ser prevenido e tratado com sucesso, principalmente se detectado em seus estágios iniciais.
Qual médico trata o câncer de útero?
O tratamento do câncer de colo de útero envolve uma abordagem multidisciplinar e o cirurgião oncológico tem um papel central. Ele faz uma avaliação completa da paciente e solicita todos os exames necessários para planejar o tratamento.
O Dr. Pâmerson Poubel é cirurgião oncológico em Vitória especialista no tratamento de câncer de colo uterino. Formado no Hospital Santa Rita de Cássia, o maior centro oncológico do Espírito Santo.
Focado em oferecer um tratamento focado em cada paciente de forma individual e personalizada, o Dr. Pâmerson Poubel vem ajudando várias mulheres a recuperarem sua saúde.

O cirurgião no tratamento do câncer de útero
O cirurgião oncológico é responsável não apenas pela realização de procedimentos cirúrgicos como a cirurgia de retirada do útero (histerectomia), mas também pela coordenação de todo o tratamento.
Escolha sempre um médico de sua confiança e com boa formação para consultar, tirar dúvidas e seguir o tratamento da melhor maneira. A paciente deve ter suas preocupações e dúvidas ouvidas pelo médico.
O consultório do Dr. Pâmerson Poubel, localizado no Centro Médico Jardins, no Shopping Jardins, em Vitória – ES, oferece um ambiente acolhedor com atendimento altamente especializado.





Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC)
A Neoplasia Intraepitelial Cervical é uma alteração precursora do câncer de colo uterino. Essas alterações ocorrem na camada superficial do colo do útero. A NIC é classificada em três estágios:
- NIC 1: Alterações leves que têm alta chance de regredir espontaneamente.
- NIC 2: Alterações moderadas, podem evoluir para o câncer se não tratadas, mas que têm uma taxa de cura alta com tratamento adequado.
- NIC 3: Alterações graves e mais avançadas, que podem evoluir para câncer invasivo caso não sejam tratadas.
A detecção dessas alterações é feita através do exame de Papanicolau, que é capaz de identificá-las antes do câncer se desenvolver. O tratamento precoce da NIC impede que o câncer de colo uterino se forme.
Conização Uterina
A conização uterina é o tratamento mais realizado para a NIC. É indicada nos casos de NIC 2 e NIC 3, quando as células anormais estão mais profundas. O objetivo da conização é remover o tecido afetado para evitar que a lesão evolua.
A cirurgia é realizada com a retirada de uma porção cônica do colo do útero, que pode ser feita de algumas maneiras:
- Cirurgia com alça térmica: Utiliza bisturi elétrico para retirar a lesão.
- Cirurgia a frio: Remoção do tecido com um bisturi.
É um tratamento eficaz e geralmente realizado em mulheres mais jovens que desejam manter a fertilidade.
Incidência do câncer de colo uterino no Brasil

O câncer de colo uterino é uma das principais causas de morte por câncer feminino. Segundo o INCA, o Brasil registra 16.000 novos casos de câncer de colo uterino por ano. A idade mais comum é entre 35 e 64 anos.
A incidência de câncer de colo uterino é maior em mulheres que não realizam exames de rotina como o Papanicolau e que não têm acesso à vacinação contra o HPV.
Vacina contra HPV

A imunização contra o HPV está disponível desde 2014 no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacinação é uma medida preventiva de extrema importância, pois protege contra os tipos de HPV mais perigosos.
Sintomas do câncer de Colo Uterino: O que observar?
Nos estágios iniciais o câncer de colo uterino raramente apresenta sintomas. Quando os sintomas aparecem, pode indicar que a doença está em estágios mais avançados. Alguns sintomas são:
- Sangramento vaginal anormal: sangramentos fora do período menstrual ou após a relação sexual são sinais comuns de alterações no colo do útero.
- Corrimento vaginal alterado: alterações na quantidade, cor ou odor da secreção vaginal.
- Dor pélvica persistente: dor ou desconforto na região inferior do abdômen, especialmente durante a relação sexual.
- Dor durante a relação sexual: pode ser um indicativo de que o câncer está se espalhando ou já comprometendo tecidos ao redor.
Esses sintomas também podem ser causados por outras condições como infecções vaginais. No entanto, se você perceber qualquer um desses sinais, é essencial procurar orientação médica.
Como é feito o diagnóstico do câncer de útero?

A detecção precoce do câncer de colo uterino é fundamental para o sucesso do tratamento, visto que aumenta as chances de cura. O diagnóstico é realizado por meio de uma série de exames:
- Exame de Papanicolau: também conhecido como preventivo, é o exame mais comum para detectar alterações no colo do útero causadas HPV.
- Colposcopia: caso o exame de Papanicolau mostre alterações, a colposcopia é realizada para examinar o colo do útero com mais detalhes.
- Biópsia cervical: se forem detectadas lesões durante a colposcopia, uma biópsia deve ser feita para confirmar o diagnóstico.
- Exames de imagem: a tomografia computadorizada e ressonância magnética são utilizados para avaliar a extensão do câncer e se ele se espalhou para outras partes do corpo (metástases).
Tratamento do câncer de colo uterino
O tratamento do câncer de útero depende do estágio da doença e da saúde geral da paciente. Os principais métodos de tratamento são:
Cirurgia: em estágios iniciais, a cirurgia de retirada do útero pode ser a principal abordagem. Em casos mais avançados, a cirurgia envolve a remoção de gânglios linfáticos e outros tecidos próximos ao tumor.
Radioterapia: a radioterapia utiliza radiação para destruir as células cancerígenas. Ela é frequentemente usada após a cirurgia para eliminar quaisquer células cancerígenas remanescentes ou quando a cirurgia não é viável.
Quimioterapia: pode ser usada como tratamento primário ou pode ser administrada após a cirurgia para prevenir a recorrência do câncer.
Imunoterapia: em casos mais recentes de câncer de colo uterino, a imunoterapia tem se mostrado promissora. Ela utiliza medicamentos que ajudam o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas.
Histerectomia: retirada do útero
A histerectomia consiste na remoção do útero, sendo amplamente realizada no tratamento do câncer de colo uterino. Existem diferentes tipos de histerectomia, que podem ser realizadas dependendo do estágio da doença.
- Histerectomia total: Retira o útero e o colo do útero.
- Histerectomia radical: Retira o útero, colo uterino, partes da vagina e tecidos ao redor, sendo indicada em casos mais avançados.
O tempo de duração da cirurgia varia de acordo com a técnica utilizada, que pode ser por vídeo ou aberta (com corte da barriga). Para tratamento do câncer é mais indicada a cirurgia aberta por apresentar melhor resultado, com duração média de uma hora e meia.
Prevenção: o caminho para a saúde
A prevenção do câncer de útero é possível e deve ser baseada em três pilares:
- Exames de rotina: o exame preventivo (Papanicolau) é fundamental para detectar alterações precoces no colo do útero, enquanto a colposcopia é indicada em casos suspeitos.
- Vacinação contra o HPV: a vacinação contra o HPV é altamente eficaz para prevenir a infecção pelos tipos do vírus que mais causam câncer de útero.
- Hábitos saudáveis: manter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas, também contribui para a prevenção do câncer de colo uterino.
Conclusão
O câncer de útero é uma doença grave, mas que pode ser prevenida e tratada com sucesso se diagnosticada precocemente.
Não espere pelo aparecimento de sintomas! Realize seus exames de rotina e busque orientação profissional para garantir a sua saúde e bem-estar. O diagnóstico precoce é a chave para o sucesso no tratamento do câncer de colo uterino.
Leia mais: https://bvsms.saude.gov.br/cancer-do-colo-de-utero/
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